sexta-feira, agosto 21, 2009

Minha mãe, minha heroína...

Quem não conhece essa música?
E fala a mais pura verdade...
Nasci em Crixás/GO, infelizmente a minha mãe biológica, foi morar com Deus, devido doença de Chagas. O meu pai obedecendo a um pedido da mamãe, nos levou para o Nordeste e fomos criadas em Monteiro/PB, por uma tia materna, d. Delfina. Que em meio a tantas dificuldades, nos deu uma vida simples, mas digna. Fazia de tudo para não nos faltar o pãozinho de cada dia. Quantas vezes a gente acordava de manhã, ela ainda estava cochilando sobre a máquina de costura, desde a noite anterior. Foi tão humilhada por muitos da nossa família, que sempre tiveram uma situação financeira bem melhor do que a dela, contudo foi respeitada por muitos e sempre muito querida. Ela foi e é a nossa mãe. Recebeu uma escadinha de crianças de uma tacada só, rsrs. A minha irmã mais velha tinha 8 anos, as demais, 6, 4 , 2 e eu 3 meses. Imaginou, essa adoção de uma hora pra outra? Misericórdia!!! Era criança demais, problemas demais, tudo era demais. E ela ali, sempre firme, forte, sábia, protetora, MÃE, às vezes rígida, quando era necessário. Tanta coisa nos ensinou, entre tantas, a de sermos pessoas corretas, sensatas, justas, fiéis,a andarmos sempre no caminho correto, a nunca querermos o que é do outro ou sermos o que não éramos. Nos ensinou a termos comunhão com Deus, desde criança. Bíblia era lida sempre. Ai ai, se não fôssemos à igreja...
Sempre fui muito apegada a ela por não ter conhecido a minha outra mãe, pois, é a mãe que sempre conheci. E sempre a terei como a minha mãe querida e muito amada. Sei que tem defeitos, como todos nós, mas ela é a mãe mais linda do mundo, tem um coração... Tantas situações difíceis passamos juntas, e sempre superamos tudo. Estava sempre a nos apoiar, mesmo longe das nossas realidades, tentando aquilo que pra nós era importante ser realizado, nos dava forças, sempre. Inclusive com a nossa vinda pra cá, São Paulo.
Hoje, infelizmente, não mora aqui conosco, mora no Nordeste, sozinha, mas foi escolha dela. Aqui em São Paulo, ela sofre muito, por ser uma senhora independente, e aqui não tem essa independência. Lá é o mundo dela, a casa dela, os amigos dela, a Igreja que frequenta há anos. Tudo lá pra ela é melhor.
Com sua presença, suas tantas histórias, lendas, lágrimas, gargalhadas, aprendo muito. E peço sempre a Deus, que a deixe aqui conosco, por muitos e muitos anos, pois ela é essencial para nossas vidas. Não gosto de imaginar a minha vida sem minha mãe.
Quando vou visitá-la, sempre uma vez ao ano, fico o tempo todo do seu lado. Aproveito cada minuto, cada instante, pois, não sei quando terei essa honra novamente.
Nesse ano a minha mainha vai completar 80 anos. Que linda!!! Emociono-me ao falar dela. É o meu bem mais precioso. A minha jóia rara. É tudo de bom, é a criatura que mais amo aqui na terra, é a minha heroína. Exemplo de mulher, guerreira. Já enfrentou tantas perdas...E está firme.

E deixo pra você, esse texto abaixo, como reflexão, que apenas resume o que é ser mãe, porque mãe não se explica, é algo muito especial, sublime e só Deus pôde criar uma criatura sem igual.

Quando Deus criou as MÃES...

No dia em que o bom Deus criou as mães (e já vinha virando o dia e noite há seis dias) um anjo apareceu e disse:
- Por que tanta inquietação por causa dessa criação, Senhor?
E o Senhor respondeu:
- Você já leu as especificações desta encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico; deve ter 180 partes móveis e substituíveis; funcionar à base de café e sobras de comida; ter um colo macio que sirva para matar a fome das crianças; um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde perna quebrada até namoros terminados... e seis pares de mãos.
O anjo balançou lento a cabeça e disse:
- Seis pares, Senhor? Parece impossível!
- Não é esse o problema, disse o Senhor. E os três pares de olhos que as mães tem que ter?
E o anjo indagou: - O modelo padrão tem isso?
O Senhor assentiu.
- Um par para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar, que é que as crianças estão fazendo lá dentro (embora já o saiba); outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber. E naturalmente os olhos normais, capazes de fitar uma criança em apuros e dizer-lhe: Eu te compreendo e te amo, sem proferir uma palavra.
- Senhor, disse o anjo, tocando-Lhe levemente na manga, é hora de dormir. Amanhã é um novo dia...
- Não posso, replicou Deus, está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e convence uma criança de nove anos a tomar banho.
O anjo rodeou vagarosamente o modelo de mãe.
- É muito delicada, suspirou.
- Mas é resistente, respondeu o Senhor entusiasmado.
- Você não imagina o que esta mãe pode fazer ou suportar.
- E ela pensa? indagou o anjo.
- Não apenas pensa, mas discute e faz acordos, explicou o criador.
Finalmente, o anjo se curvou e passou os dedos pelo rosto do modelo de mãe.
- Há um vazamento, retrucou.
- Não é um vazamento, disse Deus, é uma lágrima.
- E para que serve? indagou o anjo.
- Para exprimir alegria, tristeza, desapontamento, dor, solidão, orgulho.
- Vós sois um gênio, disse o anjo.
Mas o Senhor ficou melancólico.
- Isso apareceu assim, naturalmente; não foi eu quem colocou nela...

(Autora: Erma Bombeck)

Um beijo para as mamães queridas, todo dia é o seu dia...


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